Entrevistas

O NHP esteve à conversa com Ricardo Pereira. Um verdadeiro campeão.

NHP - Quem é Ricardo Pereira com e sem patins?
Ricardo Pereira - Sou a mesma pessoa com e sem patins. Bastante exigente, dedicado e profissional em todas as actividades e tarefas para as quais me proponho realizar e objectivos a cumprir. 
Sem patins sou Senior Business Analyst numa Empresa Multinacional que trabalha exclusivamente com Governos, Entidades Governamentais, Banco Mundial e FMI. Casado há 20 anos, com um filho atleta (guarda-redes) de Hóquei em Patins e adoro aproveitar o tempo livre em família (como por exemplo, realizar viagens gastronómicas para descobrir a doçaria portuguesa). 
Com patins actualmente sou treinador no Clube Desportivo de Paço de Arcos, com a mesma exigência, dedicação, ambição e profissionalismo que sempre me caracterizaram enquanto jogador.


NHP - Quando começou esta paixão pelo hóquei em patins?
Ricardo Pereira - O gosto pelo Hóquei em Patins começa muito cedo, quando aos 4 anos ainda no infantário, tinha como actividade a aprendizagem da patinagem com o Prof. Mário Lagartinho. O passo decisivo para querer começar a praticar Hóquei em Patins aconteceu há 37 anos quando tinha 6 anos, após ter assistido a um jogo.

NHP - Conta-nos um momento de glória na tua carreira e um momento menos bom ou embaraçoso.
Ricardo Pereira - Felizmente existiram muitos momentos de glória na minha carreira e todos eles especiais, como tal é difícil referir apenas um. De forma resumida, os Campeonatos Nacionais, Taças de Portugal, Supertaças com o Benfica, Taça CERS com o Reus (Espanha), Supertaça e Campeão do Mundo de Clubes com o Bassano (Itália) e ajudar o regresso aos troféus nas competições europeias (Taça CERS) com o Benfica.
Glória ainda maior, ao serviço da Selecção Nacional onde alcancei 115 internacionalizações, ter sido Campeão da Europa (1998) e Campeão do Mundo (2003). Um momento menos bom e que recordo com alguma tristeza foi num Campeonato do Mundo, em que tudo apontava para que eu fosse o Capitão da Selecção (dado que era o atleta com mais internacionalizações e, por norma, era esse o atleta que envergava a braçadeira), no entanto, nesse campeonato o Seleccionador preferiu decidir de outra forma. Por esse motivo, não aconteceu e, ficou um sonho por concretizar.

NHP - As experiências pelo estrangeiro foram bem-sucedidas?
Ricardo Pereira - Na minha opinião creio que sim. Quer em Espanha (Reus Deportiu) e depois em Itália (Bassano Hockey 54) tive a oportunidade de conquistar vários troféus nacionais e internacionais (Taça CERS em Espanha, Supertaça de Itália, Campeão do Mundo de Clubes) e ainda estar presente em todas as finais (Liga dos Campeões, Campeonatos, Taça do Rei e de Itália, Supertaças). Como tal, creio que posso afirmar que foi um percurso bem-sucedido. Tanto num como noutro Clube, quando transmiti aos responsáveis a minha intenção de não continuar na Época seguinte, foi curioso o facto de, em ambos, os responsáveis tentarem convencer-me a continuar. O que demonstra o reconhecimento e apreço pela pessoa e trabalho desenvolvido.

NHP - Fala-nos um pouco sobre o conceito do OkPatinsAkademia…
Ricardo Pereira - A OkPatinsAkademia surge devido ao gosto pelo Hóquei em Patins e a vontade de tentar melhorar e dinamizar a prática da modalidade. 
Tentamos proporcionar aos atletas de todos os clubes que pretendam participar (nacionais e internacionais) a oportunidade de continuarem a aprender e a divertir-se quando os seus Clubes e as Escolas fecham para férias (no Verão e Natal e por norma, para atletas dos 6/7 até aos 14/15 anos). 
Quem se inscreve apenas precisa de trazer o material de treino, pois a inscrição inclui todas as refeições e outras ofertas. 
Obviamente a modalidade Rei é o Hóquei em Patins onde existe o cuidado de desenvolver trabalho específico para jogadores e guarda-redes, no entanto, procuramos realizar outras actividades, tais como o basquetebol, hóquei em campo, matraquilhos, futebol, jogos lúdicos, no verão juntamos a praia e a piscina, entre muitas outras diversões, assim como, muitas surpresas que preparamos. 
Procuramos também receber a visita de atletas Seniores de Equipas de renome e de Selecção, que bem sabemos fazerem as delícias dos mais novos. 
É um trabalho árduo, mas muito compensador, principalmente quando os atletas dizem que adoraram e querem mais, assim como os pais, a perguntarem quando irá realizar-se outro Evento. 
Creio que o sucesso vem do empenho e gosto pela Modalidade mas, acima de tudo, pela forma profissional como tudo é organizado. 
A OkPatinsAkademia prima pela diversidade e qualidade das actividades que disponibiliza e proporciona a todos os atletas participantes.

NHP - A edição 2020 correu bem, apesar de todas as limitações de saúde?
Ricardo Pereira - A Edição Especial Natal 2020, felizmente, correu muito bem. O número de atletas presentes foi de encontro ao espectável. 
Creio que esse sucesso se deveu ao trabalho desenvolvido e confiança transmitidos, de forma a que os pais pudessem sentir-se seguros ao inscrever os seus filhos. A título de exemplo, nesta Edição Especial de Natal 2020, foi oferecido diariamente, a todos os atletas, 2 máscaras descartáveis e álcool gel individual. Foi medida a temperatura e o calçado desinfectado na entrada do pavilhão. Assim como, cada atleta teve o seu espaço individual e delimitado, na bancada, para poder colocar todos os seus pertences.


NHP -A formação dos jovens hoquistas voltará ao que era, ou vai ser complicado estabelecer uma nova normalidade a curto prazo?
Ricardo Pereira - Creio que a formação dos jovens atletas irá sofrer um decréscimo a curto/médio prazo tendo em conta a situação actual que o país e o mundo atravessam. Se anteriormente o leque actividades disponíveis eram muitas e o Hóquei em Patins sentia dificuldades em cativar e manter os jovens, actualmente, com a impossibilidade de praticar desporto e competir temo que desmotivem e abandonem a prática da modalidade. 
Creio que será complicado o restabelecimento de uma nova “normalidade”, no entanto, a mesma poderá ser minimizada com a criação de actividades que ajudem a promover a prática e competição na modalidade. 
Todos nós sabemos que o treino é importante, mas no final o grande objectivo e o mais aliciante para os jovens praticantes, é poderem chegar ao fim-de-semana e jogar/competir com outras equipas.

NHP - O futuro de Ricardo Pereira?
Ricardo Pereira - O meu futuro passa por continuar a ajudar a Hóquei em Patins, seja como treinador ou outro tipo de funções. A transmitir o gosto e prazer de praticar a Modalidade mas sempre, com a perspectiva de ajudar no crescimento da mesma, nas mais diversas vertentes, sejam elas de formação, competição ou organização. 


NHP - Uma mensagem para os amantes do hóquei em patins...
Ricardo Pereira - Praticamos uma das modalidades mais bonitas e espectaculares que existe e onde apenas em equipa, se conseguem alcançar os objectivos. Como tal, só com o esforço de todos aqueles que amam o Hóquei em Patins e juntos “patinando” na mesma direcção, será possível dinamizar e melhorar a Modalidade de que tanto gostamos.

Obrigado!
Vitor Pinto
Notícias Hóquei em Patins


O NHP esteve à conversa com Rafa Santos, Sub 23 da UD Oliveirense.

NHPQuem é o Rafael Santos com e sem patins?
Rafa Santos Eu sou quase a mesma pessoa apenas mais competitivo dentro de campo.

NHP - Quando começou esta paixão pelo hóquei em patins e quem te inspirou?
Rafa Santos - A paixão por este desporto começou tarde, tinha 8 ou 9 anos. Fui experimentar e gostei e a partir daí tinha o Pedro Henriques como uma referência porque gostava de defender bolas paradas mas mais tarde passou para o Girão.

NHP - Defender as cores da UDO é uma responsabilidade acrescida?
Rafa Santos Sim é um sonho que já realizei jogar num dos grandes do mundo no hóquei logo têm grande responsabilidade. Tive o privilégio de treinar com os séniores e experênciar como é ser profissional.

NHP - Conta-nos um momento de glória e um momento mais embaraçoso ou engraçado...
Rafa Santos Momento de glória acho que ainda não tive nenhum.
Embaraçoso já aconteceu o ano passado num jogo contra o SC Tomar, a bola vinha rasteira e eu não sei como, posicionei-me para mandar uma stickada para o meu campo ofensivo mas quando stickei falhei a bola e acertou no poste.

NHP - Internacionalização?
Rafa Santos É claro que qualquer jogador quer ser internacional.

NHP - A tua opinião sobre o estado actual em relação aos jovens e formação do hóquei?
Rafa Santos Atualmente o hóquei em escalões mais jovens tem estado a melhorar em termos de qualidade e em reconhecimento. Este ano a federação teve uma ideia que me surpreendeu que foi a transmissão dos Jogos sub 23. Mas cada vez mais é difícil entrar numa primeira divisão pela competitividade em todas elas.

NHP -Qual o teu guarda redes de eleição? Porquê?
Rafa Santos Guarda redes de eleição atualmente é o Girão pelo grau de desempenho e constante nas suas exibições que tem tido.

NHP - E um jogador de campo?
Rafa Santos Jogador de campo não tenho nenhum de eleição mas o João Rodrigues acho que é um jogador excelente em todos os aspetos.

NHP - Quais os teus objectivos futuros?
Rafa Santos Objectivos futuros passam por conseguir integrar uma equipa sénior de primeira divisão e um dia integrar a seleção nacional.

NHP - Uma mensagem para os amantes do hóquei em Patins e para os simpatizantes da UDO em particular...
Rafa Santos Nesta altura difícil e não apenas com a pandemia temos que fazer mais "barulho" para o hóquei ter o reconhecimento merecido!
Aos simpatizantes da UDO que mantenham o espírito guerreiro e apoiem incondicionalmente a equipa.

Obrigado!
Vitor Pinto
Notícias Hóquei em Patins


O NHP esteve à conversa com Pedro Miguel Caldas do site Gloquei.


O NHP esteve à conversa com Xavier Cardoso da AD Sanjoanense.


O NHP esteve à conversa com Pedro Jorge Cabral do site HoqueiPatins.pt.


O NHP esteve à conversa com Bruno Machado do site OK Porto.


O NHP esteve à conversa com Diana Lopes do Clube Atlético Campo de Ourique.


O NHP esteve à conversa com Luís Querido, o capitão do Óquei Clube de Barcelos.

O NHP conversou com Raquel Santos. A goleadora do CH Carvalhos.

O NHP foi descobrir os dois mundos de Rita Lopes. A medicina veterinária e o hóquei em patins.

O NHP esteve à conversa com o treinador internacional José Querido.

O NHP esteve à conversa com Hélder Nunes sobre a atualidade, o FC Barcelona e o futuro.

O NHP esteve à conversa com a treinadora e Head Coach do Club Universidad Católica de Chile.

Francisca “Pancha” Puertas

Club Universidad Católica de Chile


O NHP esteve à conversa com a Maca Ramos.

  

Macarena Ramos - S.L. Benfica



O NHP esteve à conversa com a ex-capitã da seleção nacional, atualmente treinadora e jogadora.

  

Rita Dias - Clube Atlético de Campo de Ourique 



O NHP esteve à conversa com um verdadeiro lutador da A.C.R. Santa Cita

 

                                            Nuno Grácio - A.C.R. Santa Cita



O NHP esteve à conversa com o novo capitão da U.D. Oliveirense

Jordi Bargalló - U.D. Oliveirense

   

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